Introdução
Cultura é um termo genérico utilizado para significar duas situações distintas. De um lado, o conjunto de costumes e realizações de um povo ou época, e de outro, artes, erudição e demais manifestações mais sofisticadas do intelecto humano consideradas coletivamente. Como veremos adiante, a Cultura Organizacional de nada tem a ver com esses dois significados.









                                                              












Desenvolvimento
A cultura organizacional é a cultura em seu sentido antropológico existente em uma organização composta por práticas, símbolos, hábitos, comportamentos, valores éticos e morais, além de princípios, crenças, cerimônias, políticas internas e externas, sistemas, jargão e clima organizacional. A cultura influencia todos os membros dessa organização como diretrizes e premissas para guiar seus comportamentos e mentalidades.
Cultura pode ser definida como um modelo de suposições básicas que os grupos inventam, descobrem ou desenvolvem com a experiência para enfrentar seus problemas.
A organização informal surge a partir de interesses comuns, ou da necessidade de “associar-se”, ou de momentos de lazer, ou da própria interação provocada pela organização formal, e não se modifica rapidamente e nem procede da lógica. Algumas características dos grupos informais são:
Relação de coesão ou antagonismo – as pessoas criam relações pessoais de simpatia (identificação) ou antipatia (antagonismo);
Possibilidade de oposição à organização formal – pode ocorrer quando há inabilidade da direção formal em proporcionar um clima adequado;
Status – independente da posição na organização, as pessoas adquirem certa posição social em função de seu papel no grupo;
Colaboração espontânea – as pessoas colaboram espontaneamente na organização informal;
A organização informal transcende a formal – a organização formal está restrita a local físico, horário de trabalho; a informal escapa a essas limitações e possui costumes, tradições e normas sociais próprias;
Padrões de desempenho dos grupos informais – nem sempre correspondem aos estabelecidos pela organização formal. Podem estar em harmonia ou oposição, podem ser maiores ou menores. Por um lado a Administração avalia por padrões que ela define e por outro o indivíduo preocupa-se com o reconhecimento e aprovação social do grupo a que pertence.
Alguns autores estimam que o nível externo (visível - formal) corresponde a apenas 10% a 20% da cultura. Os 80% ou 90% restantes advém da organização informal.
Preceito
A cultura organizacional tem grande influência no andamento das empresas no mercado, pois tanto afeta no seu interior e na sua formação, como no relacionamento com os demais, afetando as vendas e compras. Porque todos os costumes e tradições que as empresas possuem alteram o seu andamento podendo ser pontos positivos ou negativos, ou se modificando com o tempo. A cultura organizacional envolve artefatos (padrões de comportamento), valores compartilhados (crenças) e pressupostos (valores, verdades). Também pode conter componentes visíveis, que são sempre orientados pelos aspectos organizacionais, ou componentes ocultos, que são sempre orientados pela emoção e situações afetivas.
Preceitos (implícitos ou explícitos)
§  Normas, regulamentos, costumes, tradições, símbolos, estilos de gerência, tipos de liderança, políticas administrativas, estrutura hierárquica, padrões de desempenho.
§  Tecnologia (instrumentos e processos utilizados).
§  Máquinas, equipamentos, layout, distribuição e métodos de trabalhos.
§  Caráter (Manifestação dos indivíduos) como que o indivíduo se comporta diante da sociedade.
§  Participação, criatividade, grupos informais, medo tensão, apatia, agressividade, comodismo.
Essa mesma cultura pode aparecer nas organizações de duas formas distintas. Como um subsistema que se liga à estrutura, à estratégia, sistemas políticos e técnicos, ou ainda como uma superestrutura que determina todos os demais componentes. Alguns dos componentes da cultura são de origem histórica, do ambiente e território em que ela se situa, de crenças e pressupostos (mitos, ideologias, etc.), de regras, nomes e regulamentos, do processo de comunicação (linguagem), de ritos, rituais e cerimônias, de heróis e tabus, ou ainda de produtos e serviços com que está envolvida.
Existem diversas funções que a cultura pode exercer dentro de uma organização: ela define os limites, a coerência nos atos dos empregados; dá aos funcionários uma sensação de identidade, de pertencer a algo grande, amplo e sério, trazendo motivação e ainda fazendo-os se comprometer com interesses coletivos; reduz a ambiguidade, determinando exatamente como os trabalhos devem ser executados. Algumas vezes ela funciona até mesmo como um vínculo entre os funcionários e a empresa, ajudando a permanecerem unidos através de normas do que se deve fazer e dizer. A cultura organizacional dá a identidade da organização face às outras organizações.
A cultura organizacional, assim como a gestão das organizações é dinâmica e modifica-se com o tempo, já que também sofre influência do ambiente externo e de mudanças na sociedade. Entretanto, a cultura de uma instituição também pode influenciar essa mesma sociedade.
A formação da cultura organizacional reúnem elementos como parâmetros administração, filosofia e valores além do capital humano. Cada indivíduo tem uma forma de pensar, princípios e crenças diferentes. A junção dessas pessoas dentro de uma mesma organização leva a uma condensação de todos esses pensamentos diferentes, formando uma só cultura para todos se guiarem. A cultura dominante tem uma visão macro da organização e trata apenas dos valores centrais. Na formação da cultura há também uma forte influência dos fundadores da instituição, que estabeleceram diretrizes culturais, e que são vistos com respeito ou até adorados por grande parte dos colaboradores.
Além desta cultura principal, existem também as subculturas, que podem estar ou não relacionadas entre si, ou que podem até concorrer umas com as outras. Elas podem ser geográficas, departamentárias ou situacionais. Os valores centrais da cultura dominante estão presentes nessas subculturas, porém são incluídos valores adicionais e particulares de alguns grupos, equipes ou departamentos.
A contracultura também existe nas organizações. Trata-se de um movimento reacionário, por parte de um grupo que quer reagir contra os valores tradicionais, com os quais está insatisfeito e vive em busca de mudanças e inovações na cultura atual.
Mudanças
A cultura é difícil de mudar porque, além de ser estável, ela representa o aprendizado acumulado de um grupo, bem como as formas de pensar, de sentir e, principalmente, o seu sucesso.
As certezas culturais são compartilhadas e, para mudá-las, há que se pedir ao grupo inteiro que mude essas certezas.
As culturas só mudam no médio e no longo prazo, pois demoram muito para sofrer modificações por conta de seu caráter profundamente arraigado nas pessoas. Além disso, mesmo mudando, há uma tendência de que a cultura mantenha a sua “personalidade”, que são os seus traços e valores mais profundos.
Os processos de mudança precisam começar por meio de ações educacionais que exigem gasto de tempo e energia.
Schein enfatiza que durante um processo de mudança o indivíduo pode sentir-se ansioso por sobreviver ou culpado, o que gera a necessidade de abandonar alguns velhos hábitos e formas de pensar para aprender outros. A ansiedade do aprendizado é a combinação de vários medos, como exemplos, o medo da incompetência temporária, medo de ser punido pela incompetência, medo de perder a identidade pessoal, medo de deixar de ser membro do grupo.
Respeito pelo estado de direito
O estado de direito refere-se ao princípio da legalidade, ou seja, a supremacia da lei. Sendo assim, nenhum indivíduo ou organização (nem o governo) está acima da lei. O estado de direito contrapõe-se ao exercício arbitrário do poder. No contexto da responsabilidade social, respeito pelo estado de direito significa que a organização obedece a todas as leis e regulamentos aplicáveis. Isso significa que a organização deve tomar medidas para conhecer as leis e os regulamentos que lhe cabem e informar a todos dentro da organização sobre sua obrigação de cumpri-las, implementando medidas para que isso ocorra efetivamente.
O Papel do Líder na Cultura Organizacional
O líder é o principal fomentador da cultura organizacional de uma empresa, uma vez que está em contato direto com os stakeholders e, é o responsável por transmitir a estes os preceitos, visões e os valores da empresa. Esta orientação permite direcionar e condicionar os comportamentos dos colaboradores, para que sua conduta dentro da organização seja condizente com o que é considerado ideal.
Cada empresa tem sua própria cultura organizacional, e esta é adequada às suas necessidades. Respeitar estas regras é de responsabilidade de todos os colaboradores que fazem parte da empresa, desde a limpeza até a presidência.
Gestão da Sustentabilidade
Definimos genericamente Gestão como o empreendimento de esforços para planejar, organizar, dirigir e controlar pessoas e recursos de forma a alcançar os objetivos organizacionais.
Unindo este conceito ao de Sustentabilidade, podemos concluir que Gestão da
Sustentabilidade é uma política (pública, empresarial) que propõe incorporar os princípios do desenvolvimento sustentável no planejamento de suas atividades, negócios e práticas administrativas, envolvendo os seus públicos de relacionamento: funcionários e colaboradores, fornecedores, parceiros, clientes, acionistas e credores, concorrentes, comunidades, governo e meio ambiente.
Implica integrar a perspectiva sustentável à sua própria missão e às estratégias, adotando critérios socioambientais e econômico-financeiros no processo de tomada de decisão sobre os negócios. Implica, ainda, analisar fornecedores e clientes de outro modo, considerando eventuais impactos socioambientais causados pelas atividades da cadeia de produtos e serviços.
O desenvolvimento sustentável desafia as empresas a funcionarem de uma maneira transparente, responsável, tendo em vista a existência de uma bem informada e ativa base de stakeholders.
Significa desenhar processos, produtos e serviços à luz de seus impactos sociais e ambientais. Significa avaliar a performance organizacional não somente com base em indicadores
 Aplicação
O interesse pelo assunto Cultura Organizacional se deve à tentativa de entender as diferenças de desempenho entre as empresas.
O estudo da cultura ajuda a explicar alguns aspectos aparentemente incompreensíveis e irracionais que ocorrem em um grupo ou organização - os indivíduos incorporam maneiras de fazer e agir que se tornam naturais e não mais passíveis de explicações.
Vários estudos têm relacionado a cultura e o desempenho organizacional, apontando uma associação entre ambos: o trabalho em equipe apresenta uma correlação forte com desempenho, ou seja, organizações que adotam comportamento cooperativos tendem a ser mais efetivas.
Os administradores usam a cultura explicitamente, por meio de credos, políticas e normas, ou implicitamente, por meio de práticas e decisões. É um poderoso recurso para determinar a forma como a estratégia do negócio é executada e a natureza da conduta com clientes, governo, comunidade, meios de comunicação, acionistas, prestadores de serviços etc.
A cultura ajuda a definir, ainda, que tipos de pessoas devem ser admitidas (geralmente aquelas cujo perfil é compatível à cultura da organização), como devem ser desenvolvidas, os critérios que determinam a excelência do desempenho e as promoções de plano de carreira.
A cultura de certas organizações é tão forte (e reconhecida) que acaba atraindo os melhores profissionais do mercado (ex.: Google).
Os pesquisadores estão começando a acreditar que os elementos lógicos da cultura em um ambiente altamente competitivo podem exercer uma influência ainda maior sobre o desempenho e os resultados que os aspectos físicos das estruturas, sistemas e estratégias organizacionais. Em outras palavras, a cultura corporativa pode ter um impacto significativo sobre o desempenho econômico de longo prazo de uma empresa.
Prós e Contras
A cultura organizacional também previne e pode ajudar a resolver conflitos internos, já que apoia na gestão efetiva do capital humano, na dissolução de problemas interpessoais, além de mostrar para a sociedade quais são os valores, as visões e crenças seguidas pela organização.
Por outro lado, se a cultura organizacional, não estiver clara, e contiver elementos que impossibilitem o crescimento dos colaboradores e da empresa, se transforma em um obstáculo para o desenvolvimento sistêmico, e deve ser urgentemente revista.
Fatores Contribuintes para a Cultura Organizacional
Critérios de recrutamento
Para construir um time bem estruturado e adequado à cultura da empresa é preciso contratar as pessoas certas. Portanto, a cultura organizacional se inicia nos processos seletivos, onde o recrutador irá identificar, com o auxílio de ferramentas efetivas como o Coaching Assessment, quais os talentos que atendem o perfil cultural da empresa.
Integração e Comunicação
O alinhamento de informação entre os colaboradores é primordial para se estimular uma conduta comum a todos. Compartilhe os pilares que sustentam a cultura organizacional, por exemplo: “nunca deixar que o cliente vá embora sem ter seu problema solucionado”. Este é um tipo de pilar que orienta como os profissionais devem agir quando estiver em contato com o público da marca.
Outra estratégia efetiva é criar o manual do colaborador para que novos funcionários possam se contextualizar, bem como, ler e relembrar as regras quando for necessário.
        
Quando o profissional compreende a finalidade das regras que regem a cultura da empresa, ele tende a ficar mais disposto para colocá-las em prática. Esclareça os objetivos da empresa para seu time e explique porque se comportar de maneira congruente com a cultura organizacional pode melhorar seu desempenho e resultados, individuais e da organização como um todo.
Desenvolvimento Contínuo
Uma cultura organizacional de alta performance estimula seus colaboradores a novos aprendizados, proporciona abertura para novas ideias e promove maior participação e envolvimento de todos, consequentemente desperta-se o senso de pertencimento, autonomia, visão empreendedora, proatividade, comprometimento, entre muitas outras competências que colaboram para o alcance de resultados extraordinários. Cada talento possui um potencial infinito, basta obter ferramentas de gestão apropriadas para maximizar a capacidade de desempenho individual ou coletivo.

Importância da Cultura Organizacional

Muito se fala em Cultura Organizacional, mas pouco se conceitua. Começo o post de hoje afirmando a todos a importância de conhecer a Cultura da sua organização. O estudo da cultura permite compreender relações de poder, regras estabelecidas não-escritas, interesses de grupos determinados, comportamentos contraditórios, etc.
             Considerando diversas teorias sobre o que é cultura, gostaria de ressaltar alguns traços que são comuns a esta:
O primeiro aspecto é que ela é resultado de tudo aquilo que o homem produz para satisfazer suas necessidades e viver em sociedade.
A segunda, é que a cultura acontece a um grupo de pessoas, e estabelece os limites nos quais as ações devem ser desenvolvidas.
O terceiro aspecto envolve elementos tangíveis e muitos outros intangíveis, que são aqueles que constituem a mente dos indivíduos, como valores, ideologias, crenças, mitos, símbolos, rituais, costumes, entre outros. O último aspecto, não menos importante, é que a cultura é resultado de diversos sistemas (subculturas), e estes influenciam significativamente na formação da personalidade do indivíduo, determinando seu comportamento, assim como sua forma de pensar, sentir e atuar no sistema social ao qual pertence.
Cada organização tem sua própria cultura, e diariamente estamos expostos a diversas organizações, como por exemplo: escola, família, cultos religiosos, bancos e hospitais. Quando falamos de Cultura Organizacional juntamos os dois conceitos de Cultura + Organização resultando no conjunto de valores, crenças e entendimentos importantes que os integrantes da organização têm em comum.
Uma das formas de visualizar a Cultura Organizacional de uma empresa é identificando três aspectos:
·         ARTEFATOS – Processos e estruturas visíveis da organização – Incluem produtos visíveis do grupo como: arquitetura de seu entorno físico, linguagem, tecnologia e produtos, criações artísticas e estilo personificado de roupas, emoções explícitas, mitos e estórias sobre a organização, rituais e cerimônias observáveis. Também inclui aqui o comportamento visível do grupo e processos organizacionais nos quais cada comportamento é tornado rotina.
·         VALORES – Estratégias, objetivos, filosofias – Incluem as crenças e modelos de comportamentos predominantes em uma organização. Pode ser observado nas relações internas durante as tomadas de decisões.
·         PRESSUPOSTOS BÁSICOS – Inconsciente, crenças estabelecidas, percepções, reflexos e sentimentos – Tendem a ser aqueles que nunca são confrontados, nem debatidos e, portanto, são extremamente difíceis de mudar.
Não existe a opção de não ter uma cultura organizacional, pois ela é inerente a um conjunto de pessoas. O que nos resta, é identificá-la e posteriormente encontrar estratégias para trabalhá-la.
Conclusão
A cultura de uma organização assim como seu comportamento dinâmico se relaciona a perspectiva de seus gestores e, ainda de seus funcionários participantes em respostas às definições dos primeiros quanto às pessoas, procedimentos e organização de trabalho. Esta interação interna assim como sua forma de interferência inteligível no mercado define o “poder” da organização, a sua interação ambiental e consequentemente seu sucesso e desempenho obtido. No caso analisado, os suinocultores estão se reestruturando culturalmente e internamente e se dotando de forças internas pra lidar com o mercado. Seja pela conscientização dos funcionários, pela forma de remunerá-los, pela aceitação e valorização da participação destes assim como da preparação dos mesmos para se tornarem representantes operacionais eficientes dos objetivos da empresa. Obtem-se animais em conformidade com o mercado e de produtividade satisfatória. No entanto, o contexto externo não permite a formação de força mercadológica frente a este de forma isolado. Este está cada vez mais organizado e global.

Nota-se que neste processo de reestruturação cultural está se negligenciando o uso dos sistemas de informações de mercado como orientador de uma atitude “ de dentro para fora” que realmente exerça poder no ambiente. Os suinocultores que cultuam a busca de poder pela disputa se comportam miopemente colocando em risco seus negócios no tempo e sacrificando a obtenção de uma melhor rentabilidade, até mesmo, uma atuação mais cooperativa e ética. É necessário que exista uma construção cultural realmente forte e eficaz para lhe dar com o externo mais forte e organizado que o suinocultor isolado. Por fim a mudança para um comportamento cooperativo lhes favorecia, ainda, além da atuação mais ativa no mercado, de fortalecimento da capacidade inteligível de geração de opções que aperfeiçoe suas atividades em um contexto cada vez mais competitivo e demandador do uso do conhecimento, da obtenção de soluções criativas e inovadoras.


Os Rituais dos Povos Lundas - Trabalho completo

O Reino da Lunda (1050-1887), também conhecido como Império Lunda, foi uma Confederação africana pré-colonial de estados, desde o Katanga, desde o Rio Luio até Liambeji ou Zambeze e o noroesteda Zâmbia. O seu estado central ficava no actual Katanga ou a capital Imperial a famosa MUSSUMBA.
O Reino da Lunda ficou dividido no século XIX, quando ocorreu as guerras intestinais na Corte daFamília Real do Império entre o século XIV, XV ou XVI e por causa do tabú da Soberana Lueji. O Reino dividiu-se em trés partes, sendo; Reino Lunda Luba, Reino Lunda Ndembo, Reino Lunda Tchokwe.
No Séc.XVIII, uma parte do povo decidiu migrar para a região do atual Moxico, dando origem ao povo Tchokwé (Kiôco). Foi o primeiro sinal de fragmentação do Reino Lunda, que talvez fruto do crescimentoeconômico, ou das facilidades de vida, dadas pela exuberância do solo, foram-se entregando mais aos prazeres da vida do que aos interesses do Reino.

Dos principais cultos e cerimónias culturais destacam-se mahamba, ukule e mucanda.

Quanto à mahamba (plural de hamba), esta trata do culto aos espíritos tutelares (espíritos ancestrais ou da natureza) que estão representados por estatuetas, árvores, pedaços de termiteiras e máscaras. Para garantir a proteção diária ou apaziguar um espírito, são realizadas ofertas, sacrifícios e orações. Se algum hamba estiver zangado, pode provocar doenças ou prejuízos no transgressor, como infertilidade nas mulheres e azar na caça feita pelos homens.
Relativamente à ukule, que consiste num ritual de iniciação feminina, realiza-se aquando da primeira menstruação (ukule) da adolescente. Esta cerimónia é constituída por várias etapas durante as quais a jovem (kafundeji) aprende uma dança do ventre (apreciada pelos Tshokwe e que antecipa as relações sexuais), recebe instruções sobre o acasalamento, é pintada com tatuagens púbicas (mikonda) para fins eróticos e, juntamente, com o seu futuro noivo, procede a diversos rituais que culminam na consumação do casamento dos dois jovens.

No que respeita à mucanda, que se efetua durante a puberdade, trata-se dum ritual de iniciação masculina durante o qual as crianças são circuncidadas. Mucanda designa o campo cercado com palhotas redondas, no qual os iniciados, tundandji (plural de kandandji), vivem afastados das suas famílias por um período de um a dois anos. A iniciativa de um ritual mucanda é tomada pelo chefe da aldeia. A máscara kalelwa marca o início e o fim do ritual e proíbe severamente a aproximação de mulheres à mucanda. Durante o retiro, os iniciados aprendem os procedimentos das cerimónias de culto, fazem máscaras para os rituais e exercitam diferentes tipos de dança, que serão executadas diante da comunidade a fim de mostrarem o seu talento como dançarinos.

Relativamente às máscaras, há três grandes tipos de máscaras: o primeiro tipo, designado porCikungu ou mukishi wa mwanangana, corresponde à máscara sacrificial sagrada e representa os antepassados do chefe tribal; o segundo tipo denomina-se mukishi a ku mukanda e equivale às máscaras da mucanda, das quais são exemplo a Cikunza e a Kalelwa que, depois do ritual, são queimadas; finalmente, o terceiro tipo, designado mukishi a kuhangana, corresponde às máscaras de dança - as mais conhecidas e as mais frequentes em museus e coleções privadas - sendo as máscarasCihongo (para os homens) e Pwo (para as mulheres) os modelos principais. Salienta-se que a palavramukishi (plural de akishi) indica que um espírito ancestral ou da natureza encarna na máscara. O mascarado não é identificável, pois está encoberto com a máscara e com um fato feito de fitas entrelaçadas que lhe cobre as mãos e os pés. Segundo a tradição dos Tshokwe, aquele que põe a máscara perde as suas qualidades humanas e incorpora o espírito.
Este povo desenvolveu também uma arte de corte refinada e poderosa, sobretudo, através da escultura de estátuas, cetros, tronos, instrumentos de música, entre outros. De destacar a famosa estatueta do Pensador ou Velho (Kalamba Kulu), que se tornou um símbolo de Angola. 

Povo do Nordeste de Angola (províncias de Lunda Norte, Lunda Sul e Moxico), do Noroeste da Zâmbia e do Sudoeste da República Democrática do Congo (Katanga, Kasaï, alto Kwango), estimado em 1 000 000 de indivíduos. O nome Tshokwe apresenta algumas variantes (Tchokwe, Chokwe, Batshioko) e, entre os portugueses, ficaram conhecidos por Quiocos. 
De origem Banto, a etnia Tshokwe, matrilinear, patrilocal e falante do idioma utshokwe, estava sob a autoridade política, legal e religiosa de um chefe tribal, o mwanangana, que reinava com o apoio dos seus antepassados aos quais prestava culto.


Os Tshokwe viviam na Serra de Muzamba, a norte de Angola, quando foram invadidos, no final do século XV, pelos Lunda. A partir de 1830, conseguiram libertar-se do poderio dos invasores e empreenderam uma enorme expansão com o apoio de armas e de tráfico, essencialmente, de marfim, escravos e cera. A expansão dos Tshokwe atingiu o seu auge social e cultural durante os séculos XVIII e XIX, chegando a apoderar-se da capital dos Lunda, em 1887. Posteriormente, enfraquecidos pelas doenças e submetidos ao domínio dos portugueses e dos belgas, os Tshokwe procuraram salvaguardar a sua autonomia, migrando para leste e tornando-se semi-nómadas. 

Os povos desta Província praticam e com grande mestria as seguintes danças: akiski, cianda, cisela, kalukuta, kandowa, makhopo, maringa, kandjendje, e likembe (para os Cokwe), canga, bilumbo e kathakangalala (para os kakongo e matapa), dingumbe, tvulemba, kariangu, kasebu, diximbi e phamba, (para os luba), ku-ndulave (para os Basuku), marimba (para os bondo /Bângala) entre outras, que são praticadas em cerimonias festivas, rituais, recepção de visitantes, entronização de chefes tradicionais e em entretenimento e, apoiadas por uma variedade de instrumentos musicas: batuques, cingunvu, ndjimba, cissanje, muiyemba (xilofones), nas quais intervém também mascarados akishi e aqui o destaque vão para as máscaras: cikunza (patrono da mukanda), cikungu (ligado às cerimonias de investidura dos grandes chefes tradicionais), mwana phowo (que representa a beleza e o encanto das mulheres cokwe), cihongo (que representa a coreografia tradicional cokwe) e katoyo (representante das danças recreativas) entre outras lúdicas ou jocosas dos grupos étnicos que habitam a Província.

- Povos com uma história pelo contributo e participação no processo de colonização (destacando-se às figuras históricas da região soba Khelendende, último dignitário da resistência portuguesa, soba Kawngula, Ngunza Kawona, entre outros).

Este Trabalho também está disponível em PDF pode baixar no botão abaixo:



Por: WikiEstuda


Como melhorar suas notas na Escola?

Olá Estudantes, tudo bem com vocês?
essa dica abaixo foi preparado especialmente para vocês, então leia com atenção

Pense positivo! Não deixe que sua atitude o leve ao fracasso, achando que você simplesmente não é capaz de melhorar. Quando estiver angustiado com pensamentos negativos a respeito de suas habilidades, substitua-os por pensamentos positivos.Felizmente toda gente tem pontos positivos e você quais são os seus? Se você não consegue pensar em nenhum, que tal conversar sobre isso com um adulto que o ajude? Um amigo assim pode ajudá-lo a identificar seus pontos fortes e a fazer bom uso deles.
O que fazer a seguir?

Tenha bons hábitos de estudo. 

Não há atalhos para ir bem na escola. Mais cedo ou mais tarde, você vai ter de estudar. É verdade que só de ouvir essa palavra você já deve sentir um arrepio. Mas estudar traz benefícios. Na verdade, com um pouco de esforço, você pode até gostar de estudar. No entanto, para desenvolver bons hábitos de estudo, você vai precisar organizar seu tempo. Lembre-se: estudar deve ser uma prioridade.

Se você tentar verá que vai dar tudo certo!

Drogas - Saiba Tudo

As drogas são definidas como toda substância, natural ou não, que modifica as funções normais de um organismo. Também são chamadas de entorpecentes ou narcóticos. A maioria das drogas são produzidas à partir de plantas (drogas naturais), como por exemplo a maconha, que é feita com Cannabis sativa, e o Ópio, proveniente da flor da Papoula. Outras são produzidas em laboratórios (drogas sintéticas), como o Ecstasy e o LSD. A maioria causa dependência química ou psicológica, e podem levar à morte em caso de overdose. . Existem exames médicos que conseguem detectar a presença de várias drogas no organismo - são chamados de Exames Toxicológicos.
As pessoas que tentam abandonar as drogas podem sofrer com a Síndrome de Abstinência, que são reações do organismo à falta da droga.
O tráfico de drogas é chamado de narcotráfico. Algumas dessas substâncias são utilizadas emmedicamentos (drogas lícitas), outras são proibidas em quase o mundo todo (drogas ilícitas).
Abaixo os principais tipos de drogas:
Drogas Naturais
  • Maconha: uma das drogas mais populares, a maconha é consumida por meio de um enrolado de papel contendo a substância. É feita a partir da plantaCannabis sativa. Existe a variação chamada Skunk, com um teor de THC bastante elevado, bem como oHaxixe.
  • Ópio: droga altamente viciante, o Ópio é feito a partir da flor da Papoula. Os principais efeitos são sonolência, vômitos e náuseas, além da perda de inteligência (como a maioria das drogas). Opiáceos:codeína, heroína, morfina, etc.
  • Psilocibina: é uma substância encontrada em fungos ecogumelos, a Psilocibina tem como principal efeito as alucinações. Também é utilizada em pesquisas sobre a enxaqueca.
  • DMT - Dimetiltriptamina: A principal consequência do seu consumo são perturbações no sistema nervoso central. Utilizada em rituais religiosos.
  • Cafeína: é o estimulante mais consumido no mundo - está no café, no refrigerante e no chocolate.
  • Cogumelos Alucinógenos: alguns cogumelos, como oAmanita muscaria podem causar alucinações.
  • Nicotina
Drogas Sintéticas
  • Anfetaminas - Seu principal efeito é o estimulante. É muito utilizada no Brasil por caminhoneiros, com o objetivo de afastar o sono e poder dirigir por longos períodos.
  • Barbitúricos - Um poderoso sedativo e tranquilizante, causa grande dependência química nos seus usuários.
  • Ecstasy - Droga altamente alucinógena, causa forte ansiedade, náuseas, etc.
  • LSD - Outro poderoso alucinógeno que causa dependência psicológica.
  • Metanfetamina - Era utilizada em terapias em muitos países, mas foi banida pelo uso abusivo e consequências devastadores da droga.
Drogas Semi-Sintéticas
  • Heroína - A heroína é uma das drogas mais devastadores, altamente viciante - causa rápido envelhecimento do usuário e forte depressão quando o efeito acaba.
  • Cocaína e Crack - A cocaína é o pó produzido a partir da folha de coca, e o crack é a versão petrificada dessa droga. Altamente viciante, deteriora rapidamente o organismo do drogado, causando também perda de inteligência, alucinações, ansiedade, etc.
  • Morfina - É uma droga utilizada principalmente para o alívio de dores em todo o mundo. Também causadependência química nos seus usuários.
  • Merla - droga produzida a partir da pasta de coca.
  • Oxi - outra droga derivada da pasta de cocaína.
Outras Drogas: inalantes, solventes, bebidas alcoólicas, cigarro
  • Bebidas Alcoólicas
  • Boa noite Cinderela
  • Cola de Sapateiro
  • Etanol e suas consequências
  • Inalantes
  • Lança Perfume
  • Cigarro e os Males do Cigarro
  • Efeitos da Nicotina e Alcatrão
  • Charuto
  • Narguilé

  • Tranquilizantes - remédios de venda controlada, para controle da tensão, insônia e ansiedade.
  • Ansiolíticos - utilizados no tratamento contra a ansiedade.
  • Crack: o craque do time da morte
  • Cracolândia
  • Toxicomania
  • Drogas: o crack e os novos termos
  • Drogas nas escolas do Brasil
  • Fumante passivo - conheça os riscos que as pessoas que convivem com fumantes estão correndo.
  • Leis Antifumo - muitos países já estão proibindo o fumo em locais públicos, veja como são as leis antifumo no Brasil.
  • Narcotráfico na Ásia
  • Tráfico internacional de drogas
  • Drogadição
  • Intoxicação por maconha
  • PROERD - Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência


Medicamentos
Drogas e a Sociedade
Muitas drogas são utilizadas em medicamentos, para o tratamento de diversos problemas de saúde e doenças.
As drogas causam atualmente um grande problema na sociedade. Algumas iniciativas importantes foram criadas para evitar que a juventude entre nesse mundo sem volta (na maioria das vezes).

Bebidas Alcóolicas - Saiba Tudo

O álcool é consumido há muito tempo. Porém, antes do processo de destilação, as bebidas tinham um teor de álcool mais baixo, pois sofriam a fermentação. Eram elas a cerveja e o vinho. O álcool é uma bebida psicotrópica. Além de causar dependência, causa também mudanças no comportamento. Inicia-se com uma alteração no humor acompanhada de uma euforia, depois vem o momento da sonolência, onde o indivíduo não possui mais sua coordenação motora e apresenta comportamento depressivo. Isso acontece devido ao fato de o álcool agir diretamente no sistema nervoso central.

As principais bebidas alcoólicas comercializadas no Brasil são: a cerveja, o vinho, o licor, a cachaça, o uísque, o conhaque e os coquetéis. Segundo pesquisas, os jovens de 13 a 21 anos têm facilidade em adquirir bebidas alcoólicas, as quais muitas vezes são permitidas ou providenciadas pelos próprios pais.O álcool compromete partes do cérebro responsáveis pela memória, aprendizagem, motivação e autocontrole. É considerada uma droga depressora, ou seja, causa efeitos semelhantes aos da depressão como sonolência, tonturas, distúrbios no sono, náuseas, vômitos, fala incompreensível, reflexos comprometidos e ressaca.
O etanol (veja ao final de Alcoóis) é o álcool mais utilizado em bebidas, combustíveis, produtos de limpeza, etc. Sua fórmula é: CH3CH2OH. Ele atinge também outros órgãos do corpo, como o coração, a corrente sangüínea, o fígado, etc.
A bebida alcoólica é consumida apenas por via oral, e dentro da sociedade atual há um estímulo muito grande ao seu consumo. Independentemente desse fator, é importante a conscientização da sociedade em relação aos perigos que o uso da droga acarreta para quem a consome.
A crise de abstinência é um comportamento diferenciado que ocorre em pessoas dependentes e que estão há algum tempo sem ingerir o álcool. É caracterizada por impaciência, ansiedade, alucinações, náuseas, convulsões, etc.
O consumo de bebida alcoólica pode causar diversas outras enfermidades como a esteatose, que é o acúmulo de gordura no fígado, a qual pode evoluir para uma cirrose. Esta, por sua vez, freqüentemente não tem reversão e só é curada através de um transplante de fígado. O doente fica com a pele amarelada, desnutrido, com a barriga inchada e sente fortes dores abdominais. Pode causar também sangramento pelo nariz e vômitos.
Outra doença comum é uma inflamação no miocárdio, chamada miocardite, que se caracteriza por tonturas e falta de ar, que por sua vez são causadas por uma arritmia cardíaca.

Pode causar, ainda, uma inflamação no pâncreas, denominada pancreatite, que se manifesta através de dores de barriga e diarréia, e caso não seja tratada pode se transformar em diabetes. A Neuropatia, que é uma alteração nos nervos, é caracterizada pela perda do tato e formigamentos nas mãos.
E, por fim, pode causar uma lesão no cérebro que compromete a memória e altera drasticamente o comportamento do indivíduo.

Doenças Sexualmente Transmissíveis (Matéria organizado)

Pelo contacto sexual. Antigamente eram denominadas de doenças venéreas. O uso de preservativo (camisinha) tem sido considerado como a medida mais eficiente para prevenir a contaminação e impedir a sua disseminação
Alguns grupos, principalmente os religiosos, afirmam que a castidade, aabstinência sexual e a fidelidade conjugal poderiam bastar para evitar a disseminação de tais doenças.
Pesquisas afirmam que a contaminação de pessoas monogâmicos e não-fiéisportadoras de DST tem aumentado, em resultado da contaminação ocasional do companheiro(a), que pode contrair a doença em relações extra-conjugais. Todavia, as campanhas pelo uso do preservativo nem sempre conseguem reduzir a incidência de doenças sexualmente transmissíveis.
Algumas civilizações indo-europeias havia o culto à deusas da fertilidade. Uma características presente nessas sociedades era a promiscuidade, um dos motivos para o surgimentos dessas doenças, que mais tarde seriam conhecidas comodoenças venéreas, em referência à Vénus, a deusa etrusca do amor.

A gonorreia foi citada na Bíblia, mas a causa da doença só foi conhecida no século XIX. Além disso, no Egipto antigo tumbas apresentaram alguns registos sobre a sífilis.

Em 1494 houve um surto de sífilis na Europa. A doença se espalhou rapidamente pelo continente, matando mais de cinco milhões de pessoas.[7] Cada localidade por onde passava recebia um nome diferente. Contudo, em 1536 foi publicado umpoema médico, em que um dos personagens da história havia contraído a doença. O nome do personagem era Sifilo.
Antes de serem inventados os medicamentos, as doenças eram consideradas incuráveis, e o tratamento se limitava a diminuir os sintomas. Todavia, no século XX surgiu os antibióticos, que se mostraram bastante eficientes.[ Em 1980 aherpes genital e a sida surgiram na sociedade como doenças incuráveis. Essa, por sua vez se tornou uma pandemia.

Há diversos sintomas que devem ligar o sinal de alerta para a possível presença de uma doença sexualmente transmissível (DST). É importante notar, entretanto, que algumas DSTs não apresentam nenhum sintoma, de modo que é importante manter uma rotina de acompanhamento médico regular, com a realização dos exames indicados pelo especialista. É interessante buscar o atendimento de um médico de confiança, que possa seguir o atendimento no longo prazo – conhecendo seu histórico e perfil.
Em primeiro lugar, fazer sexo sem camisinha significa estar vulnerável às DSTs, assim como compartilhar seringas e adoptar outros comportamentos de risco. Se você teve alguma atitude que pode comprometer sua saúde, procure fazer exames e se cuidar. Um diagnóstico precoce pode fazer a diferença no tratamento de doenças.

O Ministério da Saúde elencou uma série de sintomas que podem estar relacionados a diferentes DSTs. Um diagnóstico exacto, entretanto, somente poderá ser realizado consultando um médico. Confira a lista:
Sintomas: Corrimento pelo colo do útero e/ou vagina (branco, cinza ou amarelado), coceira, dor ao urinar e/ou dor durante a relação sexual, cheiro ruim na região.

DST prováveis: Tricomoníase, gonorreia, clamídia.
Sintomas: Corrimento pelo canal urinário, de cor amarela purulenta ou mais clara. Às vezes com cheiro ruim, pode vir acompanhado de coceira e sintomas urinários, como dor ao urinar e vontade de urinar constante.

DST prováveis: Gonorreia, clamídia, tricomoníase, micoplasma, ureoplasma.
Sintomas: Presença de feridas na região genital (pode ser uma ou várias), dolorosas ou não, antecedidas ou não por bolhas pequenas, acompanhadas ou não de “íngua” na virilha. DST prováveis: Sífilis, cancro mole, herpes genital, donovanose, linfogranuloma venéreo.

Sintomas: Dor na parte baixa da barriga (conhecido como baixo ventre ou “pé da barriga”) e durante a relação sexual. DST prováveis: Gonorreia, clamídia, infecção por outras bactérias.
Sintomas: Verrugas genitais ou “crista de galo” (uma ou várias), que são pequenas no início e podem crescer rapidamente e se parecer como uma couve-flor. DST prováveis: Infecção pelo papilomavírus humano (HPV).

EXAMES

Existem vários exames para diagnosticar as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Eles podem ser realizados por rotina, para checagem após algum comportamento de risco, ou quando você perceber algum sintoma ginecológico diferente.
Durante o exame clínico, o médico ginecologista leva em conta diversos factores para fazer a avaliação da paciente. Isso inclui a investigação sobre os sintomas apresentados, o histórico pessoal de doenças e actividade sexual, os resultados de exames anteriores, os hábitos de saúde e a prática sexual. Todas essas informações ajudarão a compor o quadro individual de saúde.
Os exames ginecológicos de consultório já permitem ao médico levantar algumas hipóteses sobre o que pode estar causando a alteração vaginal percebida pela paciente – corrimentos, verrugas, ardência, prurido, entre outros. Colhendo as “pistas” que indicam a possibilidade de uma doença sexualmente transmissível, o profissional pode prescrever os exames necessários para o diagnóstico preciso.
Esses indícios têm relação com a observação dos sintomas, por isso é importante toda mulher conhecer os sinais normais do próprio corpo ao longo do ciclo menstrual – e assim poder perceber quando algo não está bem. Entre o início e o final do ciclo, ocorrem alterações importantes que podem ser conhecidas por cada mulher, como por exemplo a variação da secreção vaginal. O muco geralmente varia em cor, cheiro, consistência e quantidade em cada período. Conhecendo as secreções normais, é possível identificar mais facilmente a secreção vaginal patológica, ou corrimento.
Para realizar os exames de DST, é possível recorrer aos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). Os CTA são serviços de saúde que realizam acções de diagnóstico e prevenção das DSTs. Neles, é possível realizar gratuitamente testes para HIV, sífilis e hepatites B e C. Segundo o site do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o atendimento nesses centros é inteiramente sigiloso e oferece a quem faz o teste a possibilidade de ser acompanhado por uma equipe de profissionais de saúde. Eles vão orientar a paciente sobre o resultado final do exame, independente de ser positivo ou negativo. Quando os resultados são positivos, os CTA são responsáveis por encaminhar as pessoas para tratamento nos serviços de referência.
EPIDEMOLOGIA
As taxas de incidência de doenças sexualmente transmissíveis continuam em altos níveis em todo o mundo, apesar dos avanços de diagnosticação e tratamento. Em muitas culturas, especialmente para as mulheres houve a eliminação de restrições sexuais através da mudança na moral e o uso de contraceptivos, e tanto médicos e pacientes acabam tendo dificuldade em lidar de forma aberta e francamente com essas questões. Além disso, o desenvolvimento e a disseminação de bactérias resistentes aos antibióticos fazem que certas doenças sejam cada vez mais difíceis de serem curadas.
Em 1996, a OMS estimou que mais de um milhão de pessoas estavam sendo infectadas diariamente, e cerca de 60% dessas infecções em jovens menores de 25 anos de idade, e cerca desses jovens 30% são menores de 20 anos. Entre as idades de 14 a 19 anos, as doenças ocorrem mais em mulheres em uma proporção quase dobrada. Estima-se que cerca de 340 milhões de novos casos
de sífilis, gonorreia, clamídia, tricomoníase ocorreram em todo o planeta em1999.
A sida é a maior causa da mortalidade na África Subsaariana, sendo que em cinco mortes uma é por causa da doença. Por causa da situação, o governo do Quênia pediu que a população deixasse de fazer sexo por dois anos.[ No Brasil, por exemplo desde o primeiro caso até Junho de 2011 foram registados mais de seiscentos mil casos da doença. Entre 2000 e 2010, a incidência caiu na Região Sudeste, enquanto nas outras regiões aumentou. A mortalidade também diminuiu. As cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre são as que possuem o maior número dos portadores da doença. Em contrapartida, o país é um dos que mais se destacam no combate, além de ser o líder em distribuição gratuita do Coquetel anti-VIH.

PREVENÇÃO

Quando se fala em prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), existem duas estratégias principais: a primária e a secundária. A primeira diz respeito à prevenção do contágio pelas DSTs, o que basicamente se faz pelo uso correto da camisinha masculina ou feminina em todo contato sexual. A segunda tática da prevenção se refere às pessoas já contaminadas, que precisam ser diagnosticadas e receber orientação correta, evitando a complicação da doença e a transmissão para seus parceiros. Esse cuidado é muito importante, pois uma vez diagnosticada uma enfermidade, ela precisa ser tratada, de modo a minimizar seus efeitos.
Em uma pesquisa do Ministério da Saúde de 2004, apenas metade das pessoas entrevistadas disseram que usaram o preservativo na primeira relação sexual, embora seja alto o nível de informação da população jovem a respeito da camisinha. Muitas vezes, acreditamos que o preservativo não é necessário em um relacionamento sério, por haver confiança entre o casal.  Ou então existe a ideia de que a camisinha pode ser desconfortável, “quebrar o clima” e impedir o prazer. Entretanto, não usar preservativo significa adotar voluntariamente um comportamento de risco com relação às DST. Qualquer pessoa que pratique ou tenha praticado sexo inseguro está vulnerável, independente do número de parceiros. Muitas doenças não apresentam sintomas visíveis, de modo que é importante realizar exames regularmente e se prevenir.
O método mais seguro para prevenir contra DSTs, é o uso correto do preservativo. A camisinha masculina deve ser desenrolada totalmente sobre o pênis ereto, apertando-se levemente a ponta entre os dedos para que não acumule ar. Já a feminina é introduzida até oito horas antes da relação. Use apenas uma por vez, e desde o início do contato sexual. Leve sempre preservativos com você, armazenando longe do calor.
Os postos de saúde distribuem preservativos gratuitamente, e no mercado é possível encontrar uma variedade enorme de modelos, materiais, tamanhos, texturas, espessuras e até cheiros e cores. Usar camisinha é uma demonstração de cuidado com o próprio corpo, e também com o corpo do outro. Não coloque a sua saúde e a do seu parceiro em risco.

TRATAMENTOS E CUIDADOS

Cada doença sexualmente transmissível (DST) tem um tipo de tratamento específico, dependendo muitas vezes do tipo de infecção que se trata. As DSTs podem ser causadas por bactérias, fungos ou vírus, e muitas delas não apresentam sintomas. Desse modo, é fundamental realizar exames de rotina, além de usar o preservativo para prevenir a contaminação.
Entre as gestantes, o não tratamento de DSTs pode gerar abortos espontâneos, natimortos, baixo peso ao nascer, infecção congênita e perinatal. Nas mulheres com infecções por gonorreia ou clamídia que não são tratadas, 10 a 40% desenvolvem doença inflamatória pélvica (DIP), aumentando 6 a 10 vezes as chances de desenvolver a gravidez ectópica. O HPV está relacionado ao câncer de colo de útero, vagina, vulva e ânus. Desse modo, prevenir e tratar as DSTs é fundamental para evitar complicações das doenças.
Para saber qual é o procedimento indicado no caso de qualquer doença, é preciso que ela seja identificada por um médico. O diagnóstico precoce pode ser muito útil para o processo de cura, sendo recomendado consultar um especialista assim que aparecer qualquer sintoma, além de realizar os exames de rotina.
Com relação às DSTs, muitas vezes o paciente interrompe os cuidados assim que os sintomas desagradáveis desaparecem, acreditando que se livrou do problema. Entretanto, é fundamental seguir à risca as recomendações médicas, até que você receba a liberação do tratamento. Interromper a medicação ou tomar atitudes contrárias ao que foi recomendado pode gerar complicações no seu quadro de saúde, retrocedendo as conquistas do tratamento.
Para que se rompa a cadeia de transmissão da DST, é importante envolver seu parceiro sexual no tratamento, mesmo que ele não apresente sintomas. Isso serve para a maioria das doenças, exceto corrimento por vaginose bacteriana e candidíase. O médico ginecologista deverá orientar a respeito. Se você tiver qualquer dúvida, aproveite a oportunidade e pergunte. Buscar informações na internet ou com amigos pode trazer ainda mais dúvidas, então é importante manter um canal de comunicação aberto com seu médico.
Aqui estão algumas coisas que você precisa saber sobre doenças sexualmente transmissíveis:
Doenças sexualmente transmissíveis afetam homens e mulheres de todas as idades, etnias e classes sociais. Adolescentes e adultos jovens têm doenças sexualmente transmissíveis mais freqüentemente do que outra faixa etária. Isso porque eles têm relações sexuais mais freqüentes e com mais parceiros.

A quantidade de pessoas contraindo doenças sexualmente transmissíveis está aumentando.
Você pode estar com um doença sexualmente transmissível, não apresentar sintomas, e assim mesmo a passar para outra pessoa. Por isso os testes são tão importantes. Converse com seu médico sobre a realização de testes para doenças sexualmente transmissíveis, especialmente se você tem mais de um parceiro sexual. Lembre-se que você não precisa apresentar sintomas para fazer os testes.
Doenças sexualmente transmissíveis podem causar problemas sérios de saúde para toda a vida, os quais tendem a ser mais severos em mulheres do que em homens.
Algumas doenças sexualmente transmissíveis estão relacionadas a alguns tipos de câncer.
A mãe pode passar uma doença sexualmente transmissível para seu bebê antes, durante e logo após o parto. Algumas dessas doenças sexualmente transmissíveis pode ser facilmente curáveis, porém outras podem causar danos ao recém-nascido e ocasionar problemas para a vida toda ou até a morte.
Doenças sexualmente transmissíveis são tratadas com mais sucesso quando diagnosticadas cedo. Há testes e muitos tratamentos para doenças sexualmente transmissíveis. Quando você tiver uma doença sexualmente transmissível é melhor procurar tratamento imediatamente. É importante saber que mesmo que o tratamento curar a doença sexualmente transmissível você pode tê-la novamente.
Há testes para doenças sexualmente transmissíveis? 

Sim, há vários testes para doenças sexualmente transmissíveis. E a única forma de saber com certeza se tem alguma doença sexualmente transmissível é consultar seu médico para realizar os testes.
Como posso evitar as doenças sexualmente transmissíveis?
Há algumas coisas que você pode fazer para se proteger de doenças sexualmente transmissíveis:
A forma mais eficiente de prevenir qualquer doença sexualmente transmissível é a abstinência sexual. Retardar o início da vida sexual é outra forma de reduzir suas chances de ter doenças sexualmente transmissíveis. Estudos mostram que quanto mais jovem a pessoa tiver sua primeira relação sexual, mais chances terá de contrair doenças sexualmente transmissíveis. O risco de ter uma doença sexualmente transmissível eleva com o tempo à medida que a quantidade de parceiros sexuais aumenta.
Ter um relacionamento sexual com um parceiro que não tenha nenhuma doença sexualmente transmissível no qual há confiança mútua (significando que vocês não têm relações sexuais com outras pessoas).
Usar preservativo sempre que tiver relação sexual. Tenha ciência que o preservativo não oferece proteção completa contra doenças sexualmente transmissíveis, porém ele diminui suas chances de contraí-las. Saiba também que outros métodos anticoncepcionais (como diafragma, pílula anticoncepcional, etc) não o protegem contra doenças sexualmente transmissíveis. Caso você use algum desses métodos anticoncepcionais, certifique-se de utilizar preservativos para proteção contra doenças sexualmente transmissíveis. Clique aqui para comparar preservativos
Limitar a quantidade de parceiros sexuais. Seu risco de ter uma doença sexualmente transmissível aumenta de acordo com a quantidade de parceiros sexuais que você tem.
Não compartilhe agulhas de injeções. Isso inclui injeções de drogas ilegais (heroína e cocaína) e medicamentos. Se você for fazer uma tatuagem ou body piercing, certifique-se de que as agulhas estejam esterilizadas.
Quando estiver tendo uma vida sexualmente ativa, especialmente se tiver mais de um parceiro sexual, faça exames regulares para doenças sexualmente transmissíveis com seu médico. Quanto mais cedo uma doença sexualmente transmissível for detectada, mais fácil será o tratamento.
Cuidados
O cuidado principal no que se refere à prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) é simples: use camisinha. O preservativo, feminino ou masculino, protege contra a grande maioria das DSTs, garantindo um sexo seguro e sem preocupações. Além disso, previne a gravidez indesejada.
Sempre que desconfiar de alguma alteração na região vaginal, procure atendimento médico. Os exames proporcionarão informações confiáveis ao profissional de saúde que cuidará de você, indicando quais são os procedimentos necessários para restaurar seu bem-estar. Seja um quadro mais corriqueiro de infecção ou uma doença que exija maiores cuidados, ter um diagnóstico preciso em mãos é o primeiro passo para a recuperação.
Além disso, nesses momentos é importante também ter mais cautela nas relações sexuais. Isso porque é preciso impedir também a cadeia de transmissão da doença. Use camisinha para se proteger – e também proteger seu parceiro.
Os sintomas são sinais que podem indicar uma irregularidade no organismo. Entretanto, depois do diagnóstico de uma doença, é preciso fazer o acompanhamento correto do tratamento. Acreditar que o desaparecimento do sintoma significa a cura total da enfermidade é um erro comum, que pode mascarar futuras complicações. A infecção pode evoluir para formas crônicas graves, e manter-se a transmissão. Desse modo, siga inteiramente as instruções que foram passadas na consulta. Apenas um médico poderá dizer se você está realmente curada, e quais os cuidados que deve tomar a partir do fim do tratamento.
Estabelecer uma relação de confiança com o médico responsável pelo seu atendimento é fundamental para o cuidado da sua saúde sexual e reprodutiva. Enquanto existirem barreiras entre você e o profissional que está atendendo, as orientações que ele dará podem não se adequar a você. Assim, é preciso encontrar um médico que lhe faça sentir confortável em falar sobre assuntos íntimos como vida sexual e afetiva, que farão diferença para entender seus hábitos e preocupações mais importantes. Lembre-se que a tarefa do médico é orientar claramente, com o objetivo de maximizar sua saúde e bem-estar – e nunca julgar as pacientes.
Concluo que a maioria das infeccoes sexualmente trasmissiveis e a Aids podem ser evitadas com habitos simples. O uso regular e correto de preservativo é essencial.Uma vida sexual saudavel e o acompanhamento regular nos serviços de saúde reduzem o risco de DST e suas complicaçoes. A adesão é fundamental para a efitividade do tratamento.



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